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A razão que faz com que 99,9999…% das ideias de novos negócio virem pó e o que fazer para não ser vítima dela.

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O empreendedorismo é retratado como algo dinâmico e estimulante realizado por pessoas igualmente dinâmicas e estimulantes.

Mas nem sempre é assim, principalmente quando estamos nas fases iniciais do nosso empreendimento.

O empreendedorismo é uma palavra vinculada a ação mas a intenção de empreender muitas vezes gera inação.

Neste post falarei sobre a principal causa daquilo que chamo de inação empreendedora, por quê ela é absolutamente irrelevante e o que fazer para deixa-la para trás de uma vez por todas.

Se você ler até o final vou te contar o que, na verdade, deveria ser a primeira coisa que você deveria estar se preocupando.

A grande maioria dos empreendedores com quem tenho contato têm uma coisa em comum – o medo.

Eles têm medo de não dar certo…

Medo de darem um passo maior do que as pernas…

Medo de não possuírem experiência em gestão suficiente para administrar uma empresa…. Medo da enorme quantidade de coisas que precisam ser feitas para se abrir uma empresa… Medo, medo, medo.

Veja, o medo é um mecanismo de autodefesa normal e na maioria das vezes até saudável. Ele te acompanhará durante toda sua empreitada, a não ser que você não seja humano.

Mas o problema é que na fase de planejamento este medo é completamente irrelevante e não te ajuda em nada.

Digo isto por que na fase de planejamento você não possui risco algum, não colocou dinheiro nenhum, não contratou ninguém e não se expôs ao fracasso.

Deixe para ter medo na hora de realmente colocar as engrenagens para funcionar.

Antes disto, foque somente em dimensionar o risco ao qual você estará exposto e analisar se vale a pena correr este risco.

Se ao final deste exercício você concluir que não vale a pena correr o risco, pronto, você tomou uma decisão bem informada de não seguir em frente com seu empreendimento. O medo neste caso foi fundamentado em informações e te ajudou a evitar de fazer algo que você não se sente totalmente preparado para fazer.

A outra alternativa é que você sinta que o risco vale sim a pena ser tomado por conta do possível retorno a ser capturado.

Se este for o caso, ótimo! Você compreende exatamente o que precisa ser feito e o que você tem a perder.

O medo estará sempre presente, mas antes de senti-lo, primeiramente dimensione o risco. Coloque sua ideia no papel.

Então, eu te pergunto: você tem razão para ter medo neste momento?

Para saber, faça as seguintes perguntas a si mesmo:

Eu tenho claro qual produto ou serviço irei oferecer para qual segmento de mercado?Eu sei estimar com um certo grau de confiança o tamanho do meu mercado?Eu saberia dizer o potencial de receita mensal do meu negócio baseado no preço do meu produto e na quantidade de clientes que pretendo e posso capturar?Eu sei dizer quantos funcionários eu precisaria na minha operação e quanto isto irá custar?Eu tenho uma boa noção de todos os outros custos envolvidos na operação do meu negócio?

Se você respondeu não para a maioria destas perguntas, você não sabe o suficiente sobre o seu negócio e portando não tem porque temê-lo. Você está temendo o abstrato e o intangível.

Está simplesmente temendo o prospecto de agir e isto é a causa da inação empreendedora.

Se continuar assim nunca sairá do lugar.

Não seria ótimo responder sim, para a maioria daquelas questões e saber do que realmente se trata o seu negócio.

Será que ele é tão amedrontador assim? Ou será que ao saber estas respostas você se sentirá encorajado ou encorajada a agir?

Vá por partes. Foque na 1a pergunta e defina a sua oferta, sua proposta de valor, e quem é seu cliente. As perguntas seguintes surgirão naturalmente.

Você estará dando o primeiro passo para finalmente abrir seu negócio.

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