COMO-TIRAR-SUA-EMPRESA-DA-UTI

Como tirar uma empresa da UTI

A REALIZAÇÃO DE QUE A EMPRESA ESTÁ A POUCOS DIAS DE FECHAR AS PORTAS É UM MOMENTO INTENSO. MAS QUE TAMBÉM TRAZ A TONA PROFUNDA CLAREZA.

Como tirar uma empresa da UTI?

Um passarinho morreu na minha mão.

Ele estava se afogando na piscina da minha avó e, quando consegui tirá-lo, só restou tempo para que se esforçasse por um último suspiro. Seu pulmãozinho estava cheio de água e ele morreu ali mesmo na minha mão.

Empresa na UTI

Recentemente, o mesmo quase aconteceu com uma empresa que me chamou para ajudar quando lhe restava apenas um último vestígio de vida. Ela chegou a estar há três dias de fechar as portas. Como definimos na época, na UTI e em estado crítico.

É estranho estar presente no momento da realização de que em questão de dias a empresa perderá tudo o que foi construído até então. Além disso, terá de mandar embora seus funcionários.

Depois de todo esse caos, é visível que se não houver um choque de mudanças e ações drásticas e imediatas, o premeditado acontecerá.

O “lado bom” do caos

O-LADO-BOM-DO-CAOS

De repente, também, tudo o que precisa ser feito fica mais claro. Porque é uma questão de vida ou morte para a organização.

As opções levianas e progressivas simplesmente saem pela janela. O que entra em pauta são apenas as emergenciais e vitais.

Esta situação é também uma boa lembrança de que a prosperidade de uma empresa, na verdade, depende de alguns poucos, porém importantes, fatores. Assim como na vida, somos nós humanos, com o excesso de ideias, vaidades e pensamentos, que a complicamos.

ESTE MOMENTO DE CLAREZA PODE SER COMPARADO ÀQUELAS HISTÓRIAS DE PESSOAS QUE ESTIVERAM DE FRENTE COM A MORTE E DE REPENTE TODAS AS PEQUENAS COISAS COM QUE SE PREOCUPAVA PERDERAM A IMPORTÂNCIA.

 

O espiral da morte

No caso em questão, os sócios e gestores estavam se debatendo. O conflito afetava funcionários e o básico para a operação funcionar, já não acontecia mais.

Começou a faltar material para produzir. As vendas foram afetadas por não entregar pedidos. O caixa foi consumido para suprir a queda nas vendas. Faltou capital de giro, o que resultou em menos compra de material para produzir.

A confiança do cliente foi afetada, resultando em menos pedidos. Assim retroalimentando o ciclo e piorando ainda mais as relações. A empresa entrou no espiral da morte.

Quando implemento projeto de alavancagem de negócios, passamos por um passo a passo que coloca a empresa em uma rota de crescimento através de foco e iniciativas pontuais.

Mas, muitas vezes, a parte técnica não pode ser iniciada se a empresa não apresenta as condições certas para implementar as melhorias.

NÃO IMPORTA QUAL TÉCNICA DE GESTÃO OU MODELO DE NEGÓCIOS VOCÊ IMPLEMENTA. SE AS PESSOAS NÃO ESTIVEREM COMPROMETIDAS, NADA VAI MUDAR.

 

“Nós” acima do “eu”

nos-acima-do-eu

Este comprometimento não deve ser exclusivo a realização de tarefas.

Acredito que, em geral, as pessoas estão interessadas, sim, em mostrar um bom trabalho e defenderem seu ponto de vista.

O problema é que, normalmente, as pessoas não estão comprometidas em abrir mão das suas opiniões e interesses em benefício da equipe. O “eu” está sempre acima do “nós”.

Acontece que uma empresa é, em si, uma equipe. E por definição, “nós”.

“Eus” em excesso dissolvem a sua essência.

AINDA QUE EXISTAM MUITOS INTERESSES EM JOGO, TODOS GANHAM QUANDO O OBJETIVO É O MESMO.

 

Objetivo maior

A empresa foi criada como instrumento jurídico para proteger o patrimônio dos sócios, mas se desenvolveu para ser muito mais do que isto.

Na minha época de faculdade, prevalecia a ideia lançada por Milton Friedman nos anos 70, de que o maior objetivo de uma organização era o de maximizar o retorno ao acionista.

Atualmente a linha de pensamento prevalecente é de que a organização deve equilibrar interesses de acionistas, clientes, funcionários e comunidade.

Este mês, lideres de 181 grandes corporações assinaram uma declaração de que seguiriam esta linha de gestão, como foi divulgado amplamente na mídia internacional.

Nesta discussão, eu me posiciono ao meio.

É inegável que uma organização com fins lucrativos precisa gerir inúmeros interesses além dos impostos pelos acionistas. Mas, tentar fazer a vontade de todos torna uma empresa ‘ingerenciável’.

COMO O CAPITAL DOS SÓCIOS É REMUNERADO POR ÚLTIMO, DEFENDO A IDEIA DE QUE, SE COLOCARMOS O RETORNO AO ACIONISTA COMO NORTE, NECESSARIAMENTE VAMOS SATISFAZER OS INTERESSES DE TODOS PELO CAMINHO.

 

O caminho bom para todos

No caso mencionado acima, para que a empresa não tivesse um fim semelhante ao do passarinha na piscina, algumas medidas drásticas tiveram que ser tomadas.

Aqueles que não estavam dispostos a fazer parte da equipe, precisaram ser desligados para preservar o emprego dos mais comprometidos. Assim possibilitando continuar fornecendo produtos de qualidade para os clientes.

Somente após colocarmos a casa em ordem é que pudemos iniciar o passo a passo para alavancar o negócio.

Entre em detalhes sobre esta metodologia na videoaula que disponibilizei gratuitamente no meu site.

Se quiser saber mais CLIQUE AQUI.

Comments are closed.