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O que aprendi sobre o desenvolvimento e implementação de Estratégia Empresarial.

Ontem falei sobre Estratégia Empresarial para a turma da Pós-Graduação em Planejamento e Gestão de Negócios da FAE Business School em Curitiba.

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Tivemos uma discussão muito bacana sobre minha experiência na Philips Africa e sobre os desafios de se implementar uma estratégia em um continente completamente diferente daquele em que estratégia foi elaborada.

Já participei tanto do desenvolvimento e da implementação de estratégia empresarial tanto como consultor quanto pelo lado do cliente.

Hoje levo comigo três regras básicas para uma estratégia empresarial de sucesso.

1. A melhor estratégia é aquela que pode ser realizada.

Dentro de uma empresa acontece um milhão de coisas que nunca chegam ao cliente. Reuniões, relatórios, apresentações, discussões e análises fazem parte do dia-a-dia de uma empresa e a grande maioria destas atividades nunca de fato geram um impacto real e tangível para a empresa.

A elaboração de estratégias quase sempre cai neste bolo de energia desperdiçada.

Quando fui gerente de projetos de marketing estratégico senti isto na pele. Passávamos horas a fio elaborando estratégias e fazendo análises que nunca chegavam ao mercado.

Quando fui a China resolvi que meu foco seria fazer meu projeto virar realidade. Foi este foco que fez com que meu projeto recebesse o prêmio de melhor projeto entre os participantes do programa de trainee para MBA’s global da Philips.

No último slide da minha apresentação precisávamos colocar quais haviam sido nossos aprendizados e inseri esta frase. “A melhor oportunidade é aquela que pode se tornar realidade”

2. Sucesso é 10% inspiração e 90% perspiração.

Conheci esta frase quando ainda era criança em um comercial de desodorante no Canada e sempre me lembro dela.

Ela se aplica perfeitamente à elaboração e implementação da estratégia empresarial e remete ao fato de que teoria tem limite e que o grosso do esforço deve ser focado na execução e não na análise.

Para termos sucesso devemos suar a camisa – 90% perspiração.

Já dizia um bom amigo: “Análise, Parálise”.

3. Estreito e profundo é melhor do que amplo e raso.

Quando a elaboração da estratégia é feita de forma estruturada ela normalmente comete um grandíssimo erro: ser ampla e rasa.

Empresas de consultoria são mestres em vender projetos de estratégia amplos e rasos.

Veja se voce se identifica: Vocês se reúnem, conversam sobre riscos e oportunidades e o resultado é uma análise SWOT.

A SWOT é uma lista de forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. De cada um dos itens listados é definido uma ação. Ao final temos uma lista de ações datas e responsáveis.

Entendo que esta é uma forma dispersa de se desenvolver estratégias, ou seja, é uma estratégia ampla, no sentido de que toca muitas partes da empresa, porém rasa, que não vai afundo nas questões que realmente fazem a diferença.

No primeiro dia após a SWOT todo mundo está empolgado, mas aos poucos o momentum vai se dissipando e muito pouco de fato se concretiza.

Concordei com um professor do MBA quando ele falou que SWOT é um “Stupid Waste Of Time”, ou uma perda de tempo idiota.

Prefiro estratégias estreitas e profundas, ou seja, possuem foco naquilo que realmente importa e vão afundo no detalhe de como determinada atividade precisa ser executada para obter um impacto real do resultado da empresa.

Toda empresa possui em determinado momento uma restrição que a impede de atingir resultados melhores. Identifique-a, entenda como explorá-la e execute seu plano. Uma vez bem executado parta para a próxima restrição.

Esta será a forma mais rápida e eficiente de se atingir o crescimento real e sustentável.

Sucesso.

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