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Empresário da Saúde – Melhore seus resultados financeiros

A vida de um empresário e gestor não é fácil. A vida de um empresário da saúde muito menos. Empresas prestadoras de serviços à saúde possuem uma particularidade muito importante. Hoje vou falar um pouco de como um empresário da saúde pode ter melhores resultados.

Os desafios de um empresário da saúde

Além das forças naturais do mercado (leia-se concorrência, inflação, falta de mão de obra qualificada etc.), o empresário da saúde está sujeito a uma outra força de mercado. Essa força não existe na maioria dos outros setores: o poder de barganha das operadoras, ou planos de saúde.

Isto significa que estas empresas estão presas entre duas forças muito poderosas.

Se por um lado seus custos são pressionados por aumentos anuais dos encargos trabalhistas, preço de fornecedores e acompanhamento das regulamentações, por outro lado há pouquíssima margem para transferir estes custos ao consumidor final.

Isto se dá por uma razão muito simples. Quem determina o preço dos serviços prestador por empresas da saúde não é o mercado, e sim as operadoras.

Por isto, é de fundamental importância que gestores de empresas prestadoras de serviços de saúde administrem meticulosamente seus contratos com os planos de saúde.

Falhar neste quesito significará tornar seu negócio gradativamente menos e menos viável.

Vou dar um exemplo:

Por exemplo, se seus custos unitários aumentam 10% ao ano, mas seu preço aumenta somente 5%, sua empresa na prática está ficando mais pobre com o passar do tempo.

Quanto mais longeva for sua empresa, menos viável ela se tornará. Seu passivo trabalhista aumentará ano a ano e seus custos aumentarão ano a ano. Sendo assim, infelizmente, sua empresa sofrerá uma morte lenta e dolorida.

Legislação e contratos

A legislação brasileira estipula que não havendo no contrato uma previsão de reajuste pelos procedimentos, este estará sujeito a negociação anual entre as partes (operadora e prestador de serviço).

Na ocasião de não haver acordo entre as partes, o prestador de serviço receberá 85% do acumulado da inflação nos 12 meses anteriores de reajuste.

Há ainda a possibilidade deste índice passar a 100% ou 105% da inflação caso o prestador de serviço atenda a alguns critérios de qualidade. Os quais precisarão ser verificados e certificados por uma instituição reconhecida internacionalmente.

Prestadores de serviços normalmente dão pouca importância a isto e ficam sujeitos às vontades das operadoras. Essas que muitas vezes falham no cumprimento dos contratos. Muitas não efetuam os reajustes previstos e quando os fazem utilizam um índice muito abaixo da inflação.

Fiquem atentos aos seus contratos e não deixem o período de negociação passar. Os prejuízos se acumulam e nunca mais poderão ser compensados.

Queiram que a incidência dos reajustes sejam realizadas sempre em cima da maior base de cálculo possível. Por isto, sempre que puderem negociem bem.

Para maiores informações, acessem o site da Agencia Nacional de Saúde Suplementar(ANS).

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