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Sua Missão, Visão e Valores não importam tanto assim

A missão, visão e valores da sua empresa provavelmente não fazem nenhuma diferença no dia-a-dia dos funcionários. A definição desses pontos devem ser feitos com o objetivo de serem aplicados. Funcionando como um norte para todas as ações tomadas dentro da sua empresa.

Não aprendi a administrar uma empresa no curso de administração

É estranho, mas ao passo que o curso de medicina forma médicos e o de arquitetura arquitetos, o curso de administração forma analistas, que, após formados, terão que crescer na carreira para virarem CEO.

Aprendemos em Administração algumas melhores práticas das diferentes funções relativas às empresas. Porém não nos ensinam como estes componentes devem funcionar em conjunto para beneficiarem o todo.

Por exemplo, aprendemos sobre marketing sob a ótica do departamento de marketing e não pela perspectiva do Gerente Geral. Que precisa levar em consideração questões financeiras, comerciais e de produção para tomar decisões.

Uma empresa, ao final do dia, é um grupo de pessoas trabalhando em conjunto para atingir um objetivo.

O Gerente Geral, por sua vez, deve funcionar como uma espécie de condutor, garantindo que as diferentes peças da sua orquestra funcionem e produzam a sinfonia.

Para se formar esta habilidade, uma base teórica é bem vinda, mas o que faz a diferença é a experiência.

Teoria x Experiência

Se por um lado falamos dos aspectos técnicos da Administração através da ótica específica dos diferentes departamentos de uma empresa, quando tratamos de liderança e de aspectos mais ligados a gestão geral, tendemos a nos basear em aspectos subjetivos e nos ‘soft skills’ esperados do mesmo.

Existe, portanto, um ponto cego no estudo desta matéria. Pois dificilmente abordamos aspectos técnicos relativos a posição de liderança, ou seja, dos ‘hard skills’ necessários para ser Gerente Geral.

Hard Skills e Soft Skills

Um exemplo muito nítido da falta de sustância técnica na teoria da administração é a importância exagerada que se dá a definição Missão, Visão e Valores da empresa. Como se aquilo realmente fosse o norte da organização.

O que todos fingem não perceber, é que uma vez que a missão, visão e valores foram penduradas na parede, as atenções imediatamente retornam ao tema real da pauta, aquilo que nem sempre é mencionado, mas que é a principal razão de todas as discussões nas relações empresariais – o dinheiro.

O Dinheiro é o melhor indicador

Poderíamos debater aqui o fato de que existem coisas mais importantes que o dinheiro e que empresas precisam ter um propósito, mas cairíamos na mesma discussão subjetiva que é típica do tema.

Queira ou não, o dinheiro é um indicador objetivo que pode facilmente ser medido.

Se quisermos então analisar a gestão geral de uma empresa sob a ótica técnica, devemos fazê-lo utilizando a capacidade de gerar dinheiro da empresa como tema central.

Isto quer dizer que precisamos voltar aos tempos da revolução industrial, em que se maximizava o lucro em detrimento das pessoas?

Não. O mundo mudou e não aceita mais este tipo de gestão.

O gestor que não cuida do seu pessoal, logo não terá pessoal para cuidar.

A competitividade entre empresas há tempos extrapolou a disputa por clientes e é cada vez mais uma briga por ótimos funcionários.

Isto é, se uma empresa realmente deseja proteger seus lucros, ela deve imprescindivelmente garantir o bem-estar do seu pessoal.

O papel do gerente

Neste cenário, qual é o papel do Gerente Geral que busca o constante crescimento da sua habilidade de gerar dinheiro?

O leitor mais atento dirá que é preciso endereçar os gargalos. E é mesmo. Mas as grandes restrições são na maioria das vezes políticas internas que limitam o desenvolvimento da empresa.

Políticas impostas pela própria gestão são os grandes limitadores para o crescimento.

Por exemplo, você identifica que as despesas da sua empresa estão fugindo do controle, ou que seu vendedor está fazendo promessas que não podem ser cumpridas.

A reação de qualquer gerente competente seria implementar regras e pontos de controle para evitar que isto volte a acontecer.

papel do gerente

Problema burocrático

O problema é que com o tempo, estas regras se somam umas as outras e conflitam entre si. Quando menos esperamos, a empresa se tornou o que chamo de ‘frankstein burocrático’.

A empresa vive em função de controlar e garantir o cumprimento de um amontoado de velhas políticas que sequer fazem mais sentido. Com isso as regras internas tomam uma proporção maior do que o crescimento da empresa.

Quando isto acontece, é hora de revermos nossos conceitos como líderes e voltarmos ao básico da gestão.

Dicas para uma boa gestão

Para termos uma gestão eficiente, é preciso simplificar o que há muito tempo vem sendo desnecessariamente complicado. Precisamos focar mais nos reais objetivos de uma organização e não prestar atenção às distrações e poluição sonora de origens rasas.

É isto que procuro trazer aos meus clientes nos projetos de consultoria:

  • Simplificar a gestão financeira;
  • Reduzir a melhoria de processos aos pontos estratégicos;
  • e basear a estratégia comercial nas reais prioridades dos compradores.

Sim, a gestão empresarial envolve muito mais do que isto.

Não irei debater, mas a lógica me diz que deve prevalecer o bom senso de focar os esforços nos poucos fatores que trarão grande parte dos resultados.

Deixe que a concorrência se distraia com o supérfluo.

Entre em contato comigo. Vamos achar os gargalos na sua empresa e melhorar a produtividade dela significativamente.

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